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O ano de 2017 foi marcado pela tendência de queda no valor do metro quadrado médio do país. Segundo dados do Índice Properati-Hiperdados, em janeiro de 2017, o valor médio do metro quadrado no Brasil era de R$ 6.891. Em dezembro do mesmo ano, esse preço caiu para R$ 6.607. A queda representa uma desvalorização de 4,12%. Confira o desempenho do índice durante todo o ano de 2017:

Mesmo com a tendência de queda em 2017, nos últimos meses do ano passado o metro quadrado brasileiro apresentou uma valorização que pode ser lida como um sinal de melhora no mercado imobiliário para 2018. Segundo Renato Orfaly, Country Manager da Properati no Brasil, “as boas expectativas para 2018 e esse é um bom indício de aquecimento do setor. Acredito que este ano será marcado pela retomada do mercado imobiliário. A economia deve voltar a crescer e, com a previsão de diminuição das taxas de juros, o poder de compra do consumidor vai melhorar, o que favorece a aquisição de imóveis”, diz.

De acordo com o boletim Focus, a previsão de crescimento da atividade econômica nacional em 2018 é de 2,7%, e a indústria da construção civil tem participação considerável nesse número. Afinal, segundo o IBGE, em 2016, a indústria da construção civil representou 5,4% do PIB nacional. Além disso, a demanda por imóveis é grande no Brasil, pois o déficit habitacional é alto: cerca de seis milhões de residências, segundo a fundação João Pinheiro. “O setor já iniciou novas contratações e a pressão do custo do financiamento baixou consideravelmente, bem como a inflação de preços gerais. Todos esses ingredientes geram um ambiente favorável para quem quer adquirir um imóvel”, diz Renato Orfaly.

O Índice Properati-Hiperdados (IPH) é avaliação mais abrangente do mercado imobiliário brasileiro. Desde o fim do ano passado ele é calculado com base nos dados de 100 cidades brasileiras, o que representa a maior amostragem em pesquisas do setor. Todos os imóveis utilizados no cálculo estão cadastrados no portal Properati.com.br.

Para o balanço de 2017, foi utilizado o método antigo do IPH, que era calculado a partir de 50 cidades brasileiras. Foi preciso fazer esse ajuste na pesquisa para que o histórico de preços tivesse uma referência constante. Confira a seguir o desempenho do IPH em 2017, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Campinas:

São Paulo

Em São Paulo (SP), o preço dos imóveis teve uma queda acentuada em 2017. Em janeiro, o metro quadrado da cidade custava, em média, R$ 8.284, mas esse valor caiu para R$ 7.956 no fim do ano passado — uma queda de 3,96%. Em comparação com a variação do valor em 2016, é possível notar que a tendência foi praticamente oposta. Afinal, em janeiro daquele ano o preço era de R$ 7.974 e o valor subiu para R$ 8.310, em dezembro de 2016 — o que representa um aumento de 4,21%.

Rio de Janeiro

Ao contrário da capital paulista, o metro quadrado do Rio de Janeiro (RJ) passou por uma  forte valorização em 2017. A cidade esteve o ano passado inteiro na primeira posição do ranking, com o metro quadrado mais caro do Brasil. Em janeiro de 2017, o preço médio do metro quadrado carioca era de R$ 8.592. Até dezembro do ano passado, esse valor valorizou 13,12%, chegando ao maior valor registrado até o momento pelo IPH: R$ 9.719. A valorização do valor em 2017 foi muito mais significativa do que no ano anterior. Em 2016, o metro quadrado da cidade caiu apenas 0,44% entre os meses de janeiro (R$ 8.436) e dezembro (R$ 8.399).

Curitiba

Em Curitiba (PR), o preço dos imóveis permaneceu praticamente estável em 2017, com queda de apenas 0,28% entre os meses de janeiro (R$ 5.013) e dezembro (R$ 4.999). O valor mostra mais estabilidade do que os registrado em 2016, pois, em janeiro daquele ano, o metro quadrado de Curitiba custava, em média, R$5.163, e esse valor caiu para R$ 4.914 em dezembro, o que representou uma queda de 4,82%.

Belo Horizonte

Entre 2016 e 2017, o preço do metro quadrado em Belo Horizonte (MG) passou por uma variação semelhante à de São Paulo, mas com mais intensidade. Em janeiro do ano passado, o valor era de R$ 5.946, mas, até dezembro, o preço caiu para R$ 5.441 — o que representa uma desvalorização de 8,49%. A queda no preço quase compensou a valorização de 7,05% que o metro quadrado de Belo Horizonte teve entre os meses de janeiro (R$ 5.521) e dezembro de 2016 (R$ 5.910)

Campinas

Assim como o Rio de Janeiro, em 2017, a cidade de Campinas (SP) também esteve na contramão da tendência de queda de preço do metro quadrado brasileiro. Embora a cidade do interior paulista não tenha tido uma valorização tão forte quanto à da capital carioca, é preciso destacar que o preço do metro quadrado campineiro teve dois anos seguidos de constante valorização. Entre os meses de janeiro (R$ 4.742) e dezembro (R$ 4.949) de 2016, o preço do metro quadrado da cidade subiu 4,37%. E essa valorização continuou em 2017, pois, entre janeiro (R$ 4.973) e dezembro (R$ 5.227) do ano passado, o valor cresceu 5,11%.